PUBLICAÇÃO 21 maio, 2026 - Por Redação

Resultado das eleições da Fundação abre espaço para reflexões importantes

21 maio, 2026 - Por Redação

O resultado da eleição para os Conselhos Fiscal e Deliberativo e para a Diretoria de Previdência da Fundação CEEE traz dados importantes. Para além da votação expressiva dos candidatos apoiados pela APAR-RS – veja no quadro abaixo que Ronaldo Vieira fez, sozinho, mais da metade do total de votos (incluindo em branco e nulos) e Humberto Façanha, quase superou a soma dos demais candidatos –, a leitura analítica dos números e do contexto chama à reflexão.

Os votos nulos e em branco se mostram muito significativos, especialmente para Diretor de Previdência, com mais de 15% dos votantes se negando a escolher entre um dos dois candidatos propostos. O presidente da APAR-RS, Sandro Rocha Peres, destaca que isso aconteceu devido à ação de muitos dos sócios da entidade, que, mesmo conscientes de que haveria um eleito, optaram por protestar contra a desclassificação prévia dos candidatos apoiados pela APAR-RS.

Outro ponto importante foi a redução no número de votantes, de 3085, em 2024, para 2776, este ano. Para Sandro, a principal responsável por essa desmobilização é a gestão da Fundação que não tem conseguido se comunicar de forma eficiente com os participantes, haja vista a baixa participação nas lives promovidas. Além disso, há questões específicas do processo eleitoral. A Fundação, entidade organizadora e única com acesso ao cadastro dos participantes, não enviou material de campanha dos candidatos, como ocorreu nas eleições passadas. “Este ano a Fundação apenas divulgou um aviso, informando que o material dos candidatos estaria disponível no site, sendo necessária a busca ativa pelas informações. Quem não estava estimulado a votar, não a fez”, analisa. E complementa que este tipo de postura prejudicou a conexão direta dos candidatos com os participantes. “Nos tempos atuais, com todas as facilidades tecnológicas, isto é inexplicável”, critica Sandro.

Alteração do regulamento

A mudança do número de votos para preencher as duas vagas no Conselho Deliberativo também trouxe impactos. Com a limitação a um voto por participante – ao contrário das outras eleições, em que cada pessoa poderia optar pelos dois nomes que gostaria que a representassem na Fundação –, candidatos com percentual baixo de votos acabaram eleitos. O vice-presidente da APAR-RS, Dagoberto Pinto Ribeiro, lembra que a Entidade argumentou junto à Previc que deveria haver uma cláusula de barreira, se fosse mantido o critério de um voto por participante. “Se fossem dois votos, teríamos conseguido eleger outro conselheiro, o Sandro Rocha Peres, que tinha se candidatado e desistiu de concorrer exatamente para não correr o risco de que a divisão de votos não colocasse nenhum dos nossos representantes na Fundação. Certamente, teria percentual próximo ao do Façanha, que foi eleito com o dobro do segundo colocado”, afirma Dagoberto.

O próprio Sandro Rocha Peres recorda que essa foi uma decisão do Conselho Deliberativo, contrariando a Comissão Eleitoral. “Há duas formas de interpretar a estratégia: uma manobra para eleger alguém que sabiam que iria perder e, com isso, dividir a representação dos participantes ou, pensando de forma nobre, buscar eleger conselheiros com representatividade própria e não condicionada ao ‘companheiro de chapa’”, avalia Sandro. “Se fosse por essa boa intenção, deveriam prever uma ‘cláusula de barreira’, estabelecendo um percentual de votação a partir do qual fosse considerado representativo”, argumenta.

Conforme o estatuto, o mandato dos novos conselheiros e diretora começa em 1 de julho, mas, antes disso, a Previc precisa habilitar os dirigentes através de documentação que comprove a competência para o exercício do cargo. A expectativa é de que esse processo leve em torno de um mês. A partir desta data, Humberto Façanha e Ponciano Padilha assumem as vagas de Rosaura Mello e César Augusto Oliveira Farias no Conselho Deliberativo, enquanto Ronaldo Vieira assume no lugar de Celionara Guimarães no Conselho Fiscal, cujo mandato como conselheira se encerrou. Celionara, no entanto, foi eleita – também com importante número de votos conquistados junto aos sócios da APAR-RS – para a Diretoria de Previdência, cargo que assume a partir da mesma data.

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