A “economia” alcançada pela Enel com o fim do patrocínio
28 out, 2025 - Por Redação
Série de Reportagens APAR-RS: Cenários passados auxiliam na construção do futuro
Não é difícil imaginar que a retirada do patrocínio resulta em vantagem financeira para as empresas. Mas nem sempre se consegue dimensionar o tamanho do resultado alcançado pelas patrocinadoras a partir desta medida, que traz prejuízos com impactos ainda maiores aos planos, que, como bem diz Fernando Mirancos, do Assistidos Funcesp, são a parte mais vulnerável dessa relação. Analisando o caso da Enel, ele traz um dado bastante importante. A migração, relata, encerrou-se em outubro de 2020 e já naquele ano a Enel reportou, no seu balanço uma economia de R$ 450 milhões com a medida. Ou seja, esse foi valor que deixou de sair dos cofres da empresa em dois meses.
Ele avalia, porém, que, com o tempo, todos foram se informando mais e se tornaram mais preparados e mais informados sobre o assunto. Tanto as patrocinadoras quanto os participantes, e isso se refletiu nos números de adesões:
Enel (a primeira a fazer): 21% do patrimônio migrou
CESP (que fez depois): 14% do patrimônio migrou
CPFL (a última das três): 11% do patrimônio.
A migração, então, foi o primeiro passo para a retirada de patrocínio.
Enel e CETEP foram as que pediram retirada de patrocínio; a CETEP nem migrou. Os participantes, organizados, mostraram na Previc que isso não poderia ser feito, pois, no caso específico deles, havia um acordo dentro da privatização.
Na próxima reportagem desta série, acompanhe o depoimento de Fernando Mirancos sobre o papel que cada um tem na resistência às investidas que são feitas para retirar direitos dos participantes dos planos.